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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

H. Parry & Son, estaleiro em Cacilhas

ver Artigo relacionado: H. Parry & Son, estaleiro no Ginjal
1893 — Promessa de venda do estaleiro do Sampaio na Praia da Lapa em Cacilhas à firma Parry & Son pela importância de 90.000$000 réis.

O farol e a doca de Cacilhas, colecção Henrique Seixas, Museu da Marinha, in Loureiro, Carlos Gomes de Amorim, Estaleiros Navais Portugueses...
Imagem: Livreiro Monasticon

1899 — Concretização da venda do estaleiro do Sampaio à Parry & Son.  

Vista tomada no porto de Cacilhas, face a Lisboa, Hubert Vaffier,  1889.
Imagem: Bibliothèque nationale de France

1903 — Lançamento à água da lancha-canhoeira Tete.

1904 — Lançamento à água da lancha-canhoeira Sena.

Publicidade à actividade da H. Parry & Son, década de 1900.
Imagem: Restos de Colecção

Alguns navios construídos:

Vapor Alcântara;
Vapor Progresso;
Vapor Lisbonense;
Vapor Belém;
Vapor Príncipe D. Carlos;
Vapor Setúbal;
Vapor n.º 1;
Vapor Alcácer do Sal;
Vapor Bom Sucesso;
Vapor Mercúrio; Vapor O'Neill;
Vapor Hugo Parry;
Vapor Lúcifer;
Vapor Trafaria;
Vapor n.º 9;
Vapor n.º 10;
Rebocador Voador;
Vapores Marianno de Carvalho, n.º 1 e n.º 2;
Vapor Girafa; Rebocador Leão;
Vapor Mineiro;
Vapor Juno;
Lancha-canhoneira Honório Barreto;
Lanchas-canhoneiras Diogo Cão e Pedro Annaya;
Rebocador Santa Maria;
Canhoneira Chaimite;
Vapor Neves Ferreira;
Vapores n.º 3 e n.º 7;
Vapor n.º 8;
Lanchas-canhoneiras Sena e Tete;
Escuna Três Macs;
Rebocador S. Thomé.;
Lancha Ginjal;
Rebocador António Serra.

in Loureiro, Carlos Gomes de Amorim, Estaleiros Navais Portugueses, Subsídios para a história da construção naval de ferro e aço em Portugal, Vol. II: H. Parry & Son, Lisboa, 1965
1938 — Fim d contrato de arrendamento dos estaleiros do Ginjal.

Estaleiros H Parry & Son em Cacilhas, antes da abertura da Estrada Nacional.
Imagem: Flores, Alexandre M., Almada antiga e moderna, roteiro iconográfico, Freguesia de Cacilhas

O troço [viário e consequentes desaterros] entre a Cova da Piedade e Cacilhas foi construído entre 1948 e 1951,

Plano de arranjo e ampliação dos estaleiros em Cacilhas, 1949.
Imagem: Restos de Colecção


em grande parte sobre o rio, após o entulhamento das baías da Margueira e da Mutela.

Estaleiros H Parry & Son em Cacilhas, antes e depois da abertura da Estrada Nacional.

A ligação a Cacilhas fez-se à custa da ruptura do morro que, até então, isolara esta povoação da Margueira.

Plano de arranjo e ampliação dos estaleiros em Cacilhas, 1949.
Imagem: Restos de Colecção


in Rodrigues, Jorge de Sousa, Infra-estruturas e urbanização da margem sul: Almada, séculos XIX e XX, 2000, 35 págs.

Cacilhas, Estaleiro, ed. J. Lemos, 16, década de 1960.
Imagem: Delcampe

1986 — Declaração de falência dos estaleiros Parry & Son.

A Parry foi o primeiro estaleiro privado a possuir docas e o primeiro construtor a planear inteiramente um navio de chapa de aço e a proceder à sua execução desde o casco às caldeiras [...] (1)


(1) Luzia, Angela, Esteves, Joana, Santos, Maria José E., A indústria naval em Almada: na rota do progresso, Almada, Câmara Municipal, 2012, 97 págs.

Artigos relacionados:
H. Parry & Son, estaleiro no Ginjal
O torreão e a Lapa


Leitura relacionada:
Loureiro, Carlos Gomes de Amorim, Estaleiros Navais Portugueses, Subsídios para a história da construção naval de ferro e aço em Portugal, Vol. II: H. Parry & Son, Lisboa, 1965

Veiga, Luís Bayó, Boletim O Pharol, n° 22 

domingo, 25 de maio de 2014

Viva da Costa

Com a sardinha, empilhada,
Inda saltando vivaz,
Vem de cestinha avergada;
E lá de baixo, da praia,
E sobe a pino o almaraz;
Mas nem por sombras cançada!

Peixeira de Buarcos, Zé Penicheiro, 1954.
Série Costumes Regionais, Comissão Municipal de Turismo da Figueira da Foz.
Imagem: almanaque silva

Faz vista de nova a saia,
Corada ao sol e puxada !
Descalça — o pé regular,
E brunido pela areia
D'essas arribas do mar.

Peixeira de Buarcos, Zé Penicheiro, s/d.
Série Costumes Regionais, Museu Municipal da Figueira da Foz.
Imagem: almanaque silva

Não se pode chamar feia.
Descaída e longa a trança;
Affrontada de calor,
O lencito desatado;
E os beiços com tanta côr
Como a dum cravo encarnado!

Peixeira, Zé Penicheiro, 1954.
Série Costumes Regionais, Comissão Municipal de Turismo da Figueira da Foz.
Imagem: almanaque silva

A mocidade é uma flor! 

Magrinha — mas que vigor
No seu passo de balança!...
E, para apressar os passos,
São duas azas os braços!

Varinas, Maria Adelaide Lima Cruz, 1923.
Imagem: Cabral Moncada Leilões

A venda deve ser boa,
Que ha muito que o mar não dá.
Com que alvoroço apregoa:

"Sardinha fresca!... frês-quiá!..."

Vem as outras companheiras
Mais atrazadas. Avante!
Ao Monte, por essa encosta!
Ao Monte, ao Pragal, e adeante,
Que ha muito que o mar não dá!

Pescadores e Varinas, Manuel Ribeiro de Pavia.
Imagem: Cabral Moncada Leilões

"Sardinha fresca!... da Costa!"
"Viva da Costa!... frêsquiá!..."

O pae andou labutando
Por toda a noite! Puxava,
Mal vinha rompendo o dia,
O mar com fúria tamanha!...

Marujo e varina, Eugénio Silva, s/d.
Trajes Regionais Portugueses, edição Âncora.
Imagem: almanak silva

— Por um ai — Jesus! Maria!
Oue o barco se não voltava!

Nossa Senhora do Cabo!...
Nossa Senhora da Guia!

Salvou-se toda a companha,
E também la pescaria!

Barcos e Varinas, Rogério Amaral,  1951.
Imagem: Cabral Moncada Leilões

Foi a Senhora do Cabo!...
Foi a Senhora da Guia!

Ao monte, por essa encosta,
Que ha muito que o mar não dá!
"Sardinha fresca!... da Costa!..."
"Viva da Costa! frês-quiá!..."

Varinas no novo mercado de peixe, Joshua Benoliel, 1912
Imagem: Arquivo Municipal de Lisboa

[Bulhão Pato,] Abril, 93. (1)

Retrato de Bulhão Pato, Columbano Bordalo Pinheiro, 1908
Imagem: Pintar a Óleo


(1) Bulhão Pato, Raimundo António de, Livro do Monte, georgicas, lyricas, 1896, Typographia da Academia, Lisboa.