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sexta-feira, 14 de junho de 2019

Álvaro e Pedro, no Tejo (1977-1983)

Álvaro Martins Homem (1941), Argus (1983-94). Arrastão de aço, construído no estaleiro da Companhia União Fabril, Lisboa (C107), em 1941, para SNAB, Sociedade Nacional dos Armadores do Bacalhau.

"Estuário do Tejo - Cais do Olho de Boi 1984 - 3 atuneiros da Empresa de Pescado do Algarve; 4 arrastões da CPP da classe ALMADA; 4 arrastões da SNAPA da classe ILHA DE SÃO VICENTE; os arrastões PEDRO DE BARCELOS e ÁLVARO MARTINS HOMEM, da SNAB" cf. Navios à vista, edição Santuário do Cristo-Rei, Henrique Santos

Custou 6.285.345$92, equipado e com o motor foi avaliado em 10.835.345$92. Foi registado em Lisboa a 12 de Julho de 1941, com o nome de Álvaro Martins Homem, com o número G419 e com o indicativo CSGV.

Arrastão Álvaro Martins Homem entra em Leixões nos anos cinquenta.
Os Arrastões do Bacalhau (1909-1993)

O navio tinha 1.250,15 tab e 623,26 tal. O casco tinha de comprimento 65,70 metros, 71,13 de comprimento ff, 11,04 de boca, 5,00 de pontal e 5,23 de calado. Estava equipado com um motor Diesel, marca Fairbanks-Morse, tipo 37D16 fabricado em 1940, de 7 cilindros, a 2 tempos e com a potência de 950 HP. 

Aspecto inicial do arrastão Álvaro Martins Homem.
Os Arrastões do Bacalhau (1909-1993)

Com um hélice, o navio atingia a velocidade de 11 nós. Dispunha de tanques para 392 m3 de Diesel Oil e capacidade para 1.314,6 m3 de peixe salgado, ou sejam 18.008 quintais de bacalhau.

Arrastão Álvaro Martins Homem.
Baseado no desenho nº1154 dos estaleiros Navais da CUF, 1939, existente Museu de Marinha
Os Arrastões do Bacalhau (1909-1993)

Era tripulado por 8 oficiais e 64 outros tripulantes. Realizou a primeira campanha em 1941, capitaneado por José Nunes de Oliveira. Foi autorizado a realizar viagens de comércio de 14 de Setembro de 1942 a 15 de Fevereiro de 1943. A 8 de Janeiro de 1946 recebeu o número LX-10-N320. Em 23 de Fevereiro de 1956 as arqueações passaram a ser 1.256,43 tab, 596,91 tal e 1.510 tm de porte. Foi suprimida a capacidade de arrasto a bombordo e substituído por alojamentos em 1964?. O parque da pesca foi coberto em 1971?. As arqueações passaram a ser 1.250,15 tab e 623,26 tal.

Sociedade de Reparações de Navios, Lda.
Duas Pátrias, julho de 1954

A partir de 1977 foi imobilizado no Tejo aguardando a transformação para a pesca com redes de emalhar. Em 23 de Março de 1983 foi adquirido pela Parceria Geral de Pescarias, Lda.

Arrastão Álvaro Martins Homem no Cais do Ginjal.
Arquivo Municipal de Lisboa

Em 28 de Setembro de 1983 foi registado em Ponta Delgada com o nome de Árgus e com o número PD-449-N. Foi transformado em navio de pesca com redes de emalhar com quatro lanchas e parcialmente congelador em 1989 para 223 toneladas, para a qual foi pedido um subsídio321. Apesar da modificação, manteve os aros de arrasto e o guincho. Em 6 de Setembro de 1989, foram averbadas as arqueações 1.255,26 tab e 586,26 tal. Voltou à pesca em 1989, capitaneado por Armando Vieira Lau. A 7 de Setembro de 1993 regressou da última viagem. Foi demolido em Alhos Vedros. O registo foi cancelado em 5 de Abril de 1994. (1)

Pedro de Barcelos (1945), Labrador (1983-1993). Arrastão de aço construído no estaleiro da Companhia União Fabril (C118) em Lisboa, em 1945, para a SNAB, Sociedade Nacional dos Armadores do Bacalhau.

Arrastão Pedro de Barcelos a pescar nos anos cinquenta. já equipado com radar.
Os Arrastões do Bacalhau (1909-1993)

Foi lançado em 12 de Maio de 1945, juntamente com o João Álvares Fagundes. Custou 7.011.150$00, equipado e com o motor foi avaliado em 18 mil contos. Foi registado em Lisboa em 7 de Agosto de 1945, com o nome Pedro de Barcelos, com o número LX-17-N e com o indicativo CSDL. O navio tinha 1.269,45 tab, 660,27 tal e 1.430 tm de porte bruto. O casco tinha de comprimento 66,05 metros, 71,45 de comprimento ff, 64,00 entre pp, 11,03 de boca, 5,00 de pontal e 5,45 de calado. Estava equipado com um motor Diesel, marca Mirrless, com o nº 5882/42, fabricado em 1944, de 8 cilindros e com a potência de 950 HP a 250 rpm. Com um hélice de 4 pás, o navio atingia a velocidade de 11 nós. Dispunha de tanques para 431 m3 de Diesel Oil e capacidade para 1.327,4 m3 de peixe salgado, ou sejam 18.183 quintais de bacalhau.

Era tripulado por 7 oficiais e 66 outros tripulantes. Realizou a primeira campanha 1945, capitaneado por José Nunes de Oliveira. Foi instalado um novo motor Diesel em Halifax, da marca Cooper-Bessemer tipo LS8DR, nº 3861, fabricado em 1947, de 8 cilindros e 300 rpm. Com 1.000 BHP e 12 nós de velocidade. O motor original foi montado no navio de pesca à linha Sam Tiago então em construção para a SNAB. Em 2 de Maio de 1953, foram averbadas as alterações do aparelho motor. Em 8 de Maio de 1964, foram averbadas as seguintes alterações, resultante do fecho da borda a bombordo a ré, 1.399,31 tab e 736,88 tal. O motor passou a sobrealimentado e com 1.320 BHP. Em 15 de Junho de 1976 foram averbadas as arqueações, resultante do fecho do parque de pesca, para 1.458,24 tab e 781,39 tal.

Foi imobilizado no Tejo em 1977, após incêndio que lhe destruiu a ponte. Não voltou a navegar. Foi vendido à Parceria Geral de Pescarias em 26 de Março de 1983.

Sociedade Nacional dos Armadores de Bacalhau.
Duas Pátrias, julho de 1954

Foi registado em 28 de Setembro de 1983 em Ponta Delgada como Labrador e com o número PD-450-N e com as novas arqueações, 1.299,80 tab e 662,86 tal. Foi pedido um subsídio para modernizado e conversão em navio para a pesca com redes de emalhar. A quota de pesca na NAFO, deste navio foi usada pelo Neptuno. Foi pedido o seu abate 1986330. Em 25 de Maio de 1993, foi considerado demolido, por Baptista & Irmão, Lda. (2)

(1) Ricardo Lisboa da Graça Matias, Os Arrastões do Bacalhau (1909-1993)
(2) Idem

Artigos relacionados:
O Grémio
Sítio de Olho-de-Boi

Mais informação:
Pedro de Barcelos (Museu Maritimo de Íhavo)
Álvaro Martins Homem (Museu maritimo de Íhavo)
Frota da pesca do bacalhau em 1946
A pesca do bacalhau, Duas Pátrias, julho de 1954

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Lisbon South Bay (um ano e três meses depois...)

Sentado ao sol da manhã
Vou estar sentando quando a noite vier
A ver os navios a chegar
Então vejo-os novamente a partir, sim

Cacilhas, ed. Supercor, 1808, década de 1980.
Imagem: Delcampe

Estou sentado no cais da baía
Assistindo ao vazar da maré, ooh
Estou sentado no cais da baía
Perdendo tempo

Rio Tejo, muralha de cantaria junto à Praça do Comércio, Henri Cartier-Bresson, 1955.
Imagem: Pinterest

Deixei minha casa na Georgia
Vim para a baía de Frisco
Porque nada tinha para que viver
E parece que nada vai surgir no meu caminho


Então, apenas vou sentar-me no cais da baía
Assistindo ao vazar da maré
Estou sentado no cais da baía
Perdendo tempo

Lisboa 30, Maluda, 1985.
Imagem: Modus vivendi

Parece que nada vai mudar
Tudo ainda continua o mesmo
Não posso fazer o que dez pessoas me dizem para fazer
Então, acho que vou permanecer o mesmo, ouçam

Vista de Lisboa e do Tejo tomada do castelo de S. Jorge, Henri Cartier-Bresson, 1955.
Imagem: Pinterest

Aqui sentado a descansar meus ossos
E esta solidão não me deixa só, ouçam
Duas mil milhas vagueio
Apenas para fazer desta doca a minha casa, agora

Sarner, Eric, (argumento), Prado, Miguelanxo, (desenhos), Carta de Lisboa, Meribérica/Líber, 1998
Imagem: Casario do Ginjal

Vou apenas sentar-me no cais de uma baía
Assistindo ao vazar da maré, ooh
Sentado no cais da baía
Perdendo tempo (1)


(1) Writers: Stephen Lee Cropper, Otis Redding, 1968; Copyright: Cotillion Music Inc., East Memphis Music Corp.

sábado, 27 de junho de 2015

Lisbon South Bay

Sentado ao sol da manhã
Vou estar sentando quando a noite vier
A ver os navios a chegar
Então vejo-os novamente a partir, sim

Cacilhas, ed. Supercor, 1808, década de 1980.
Imagem: Delcampe

Estou sentado no cais da baía
Assistindo ao vazar da maré, ooh
Estou sentado no cais da baía
Perdendo tempo

Rio Tejo, muralha de cantaria junto à Praça do Comércio, Henri Cartier-Bresson, 1955.
Imagem: Pinterest

Deixei minha casa na Georgia
Vim para a baía de Frisco
Porque nada tinha para que viver
E parece que nada vai surgir no meu caminho


Então, apenas vou sentar-me no cais da baía
Assistindo ao vazar da maré
Estou sentado no cais da baía
Perdendo tempo

Lisboa 30, Maluda, 1985.
Imagem: Modus vivendi

Parece que nada vai mudar
Tudo ainda continua o mesmo
Não posso fazer o que dez pessoas me dizem para fazer
Então, acho que vou permanecer o mesmo, ouçam

Vista de Lisboa e do Tejo tomada do castelo de S. Jorge, Henri Cartier-Bresson, 1955.
Imagem: Pinterest

Aqui sentado a descansar meus ossos
E esta solidão não me deixa só, ouçam
Duas mil milhas vagueio
Apenas para fazer desta doca a minha casa, agora

Sarner, Eric, (argumento), Prado, Miguelanxo, (desenhos), Carta de Lisboa, Meribérica/Líber, 1998
Imagem: Casario do Ginjal

Vou apenas sentar-me no cais de uma baía
Assistindo ao vazar da maré, ooh
Sentado no cais da baía
Perdendo tempo (1)


(1) Writers: Stephen Lee Cropper, Otis Redding, 1968; Copyright: Cotillion Music Inc., East Memphis Music Corp.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Caparicanas

Ercília Costa (1902 - 1985)

No inicio do nosso século havia um pescador caparicano que nas horas de ócio dedilhava a guitarra. Tocava e desabafava, inconformado com aquilo que, na sua singeleza, chamava triste sina...

A Praia do Sol, As primitivas barracas dos pescadores, ed. Acção Bíblica/Casa da Bíblia, 111
Imagem: Delcampe

Havia constituído lar, e nele nasceram três meninas. Uma, a mais viva, de nome Ercília, muito cedo brincou com a guitarra e cantarolou, numa inocente imitação do progenitor. Aos quatro anos, acompanhava a mãe quando esta viajava até Lisboa, e durante a travessia do Tejo, nos vapores da carreira, lá os passageiros achavam graça às cantigas da pequenita, presenteando-a com moedas de cobre. Foram os primeiros aplausos e os primeiros ganhos da futura actriz-cantora.

Mais mulherzinha, veio residir em Lisboa e aprendeu o ofício de costureira de alfaiate. E tudo parecia ser mais uma rica vocação abortada pelo condicionalismo do dia-a-dia.

Ercília Botelho Farinha Salgueiro nasceu na Costa de Caparica a 3 de Agosto de 1902. Filha de Manuel Farinha e de D. Virgínia Maria Botelho. O apelido de Salgueiro adoptou-o apos o casamento com o funcionário bancário José Salgueiro, falecido em 27 de Junho de 1977.

Mas a vocação da jovem Ercília não se iria perder, e o interregno acabaria no dia em que, estando a trabalhar no oficio, alguém (ouvindo-a cantar...) lhe pergunta se queria tomar parte num coro de alunos do Conservatório Nacional, ali perto à Rua dos Caetanos. Tratava-se do Auto do Fim do Dia, prova de exame que teria lugar dali a dias no Teatro de S. Carlos.

O mestre da oficina dispensou-a por umas horas, e a bela voz de Ercília logo foi notada no improvisado coro. Dirigiam os ensaios o Maestro Hermínio do Nascimento, na parte musical, e Mestre António Pinheiro, quanto ao poema. E todos foram unânimes em classificar de esplêndida aquela voz surpreendida numa oficina de alfaiate.

Várias circunstâncias impediram a incipiente cantora de se cultivar. Rapariga pobre, nunca poderia empatar sete anos nos estudos. Mas uma nova oportunidade iria surgir pouco depois e, em 1928, estimulada pelos actores Mario Campos e Eugénio Salvador teste ao tempo doublé de futebolista do 1." team do Sport Lisboa e Benfica). começou a cantar o fado e outras canções.

Ercilia, que, entretanto, se baptizara como artista, unindo o primeiro nome ao da sua terra natal, passou a ser anunciada e conhecida por Ercília Costa.

Ercília Costa.
Imagem: du bleu dans mes nuages

Primeiro cantou fados no Olimpia, de Lisboa. Ferro de Engomar, em Benfica. e nos conhecidos retiros da Capital Café Luso, Solar da Alegria e Retiro da Severa. Dois meses após a sua estreia, gravou discos para a Brunswich e Odéon e, terminada essa tarefa, estreou-se no teatro, contratada pelo empresário José Loureiro.

Entretanto, recebia o cartão de artista de variedades. No Trindade, estreou-se na revista A Cigarra e a Formiga. Tempos depois, na Feira da Luz, no Apolo; no Variedades, com Satanela, Raul de Carvalho e Assis Pacheco no Canto da Cigarra; no Coliseu dos Recreios, na História do Fado; no Avenida, no Fogo-de-Vistas; no Maria Vitória, no Rei dos Fadistas: de novo no Coliseu, no Fim do Mundo e Última Maravilha.


Em 1931, visitou as Ilhas, tendo representado em todos os teatros da Madeira e Açores. Depois ici percorrendo todos os palcos do Minho ao Algarve. Em 1934, esteve presente em Vigo, nas festas luso-galaicas, aquando da inauguração da estátua a Camões: e segue logo para Madrid, onde actua em teatros e grava um disco no mesmo dia e na mesma firma em que gravava o argentino Carlos Gardel.

Ercilia é do tempo em que o artista actuava sem o auxílio do microfone. Então era exigido ao cantor, para lá do valor e da qualidade da peça a executar, um domínio absoluto sobre o auditório.

A forte personalidade do cantor tornava-se um factor de extrema importância. Ercilia Costa tinha esta última qualidade em elevado grau, ao ponto de, no enorme Coliseu dos Recreios, com a lotação esgotada (6000 espectadores), quando ela cantava, não se ouvia sequer uma mosca...

Um aspecto da formidável enchente do Coliseu dos Recreios, em cujo palco foi representada a revista O Fim do Mundo, com a participação de Ercília Costa e Leonor d'Eça, 1934.Imagem: Arquivo Nacional Torre do Tombo

E, como a sua concentração, nesses momentos de transe, a levava, mimicamente, a pôr as mãos como numa prece, alguém, impressionado, disse um dia que ela parecia uma santa a cantar o fado...

Diante do microfone, Ercília foi uma pioneira: no Posto Radiofónico CT1AA, de Abílio Nunes dos Santos, dos Grandes Armazéns do Chiado, foi o primeiro artista a actuar para ser ouvido no estrangeiro.

A nossa biografada, para lá do valor das orquestras que com ela colaboraram em inúmeros espectáculos e audições, pede que não nos esqueçamos do espantoso Armandinho, cuja guitarra por si dedilhada se transformava num coração humano com vida própria.


Quando do seu funeral, Ercília pediu licença à viúva do grande guitarrista para lhe beijar as mãos.

Continuando a citar os vários países e lugares onde a actriz-cantora actuou, temos que: em 1936, foi pela primeira vez ao Brasil, integrada na Companhia de Revista Adelina Abranches-Eva Stachino; por mais duas vezes visitou este país, em 1938 e 1945; nestas digressões percorreu de lés a lés a grande nação sul-americana.

Em 1937, esteve na Exposição Universal de Paris, actuando numa récita de gala no Teatro Campos Elisios, cantando ainda na emissora Rádio-Parisiènne. Em 1939, cantou na Exposição Mundial de Nova Iorque, demorando-se um ano na América do Norte, onde visitou 26 estados, indo até à Califórnia. Voltou aos Estados Unidos oito anos depois. Bing Crosby, Gary Cooper, Leo Carrillo e outros astros de Hollywood foram seus admiradores, presenteando-a com elogiosos autógrafos nas suas fotografias.

Ercilia Costa foi, no seu tempo, o artista português que gravou mais discos, sendo ainda (e isto constitui uma curiosa revelação...) a autora de várias músicas dos seus fados.

Interpretou dois filmes: Amor de Mãe, para a Aguia Filme, e Madragoa, de Perdigão Queiroga.




Leonor de Eça (1905 -1940)

Leonor da Cunha Eça Costa e Almeida veio ao mundo na Caparica a 8 de Agosto de 1905. Filha de João Lopo da Cunha de Eça e Almeida e de D. Maria Madre de Deus Dinis Almeida.

Leonor de Eça,
Margarida no filme As Pupilas do Senhor Reitor,
Leitão de Barros, 1935.
Imagem: Hemeroteca Digital

Actriz teatral e cinematográfica. Estreou-se em Abril de 1926 no Teatro Nacional, substituindo a actriz Ester Leão na protagonista de O Amor Vence, onde obteve êxito.

Desempenhou cerca de duas dezenas de papéis neste palco, dirigido por Amélia Rey Colaço e Robles Monteiro. Foi duas vezes ao Brasil e trabalhou em quase todos os teatros de Lisboa, Porto e outras cidades.

A chegada, a Lisboa, da artista brasileira Aracelis Castor Bastos, na foto Estêvão Amarante, Aracelis Castor Bastos, Maria Velez, Maria Castelar, Leonor de Eça, Raul de Carvalho, 1936.
Imagem: Arquivo Nacional Torre do Tombo

No cinema, toma parte nos filmes As Pupilas do Sr. Reitor, de Leitão de Barros, e Pão Nosso, de Armando de Miranda. No primeiro filme foi premiada no Rio de Janeiro pelo seu desempenho de "Margarida". (2)




(1) Correia, Romeu, Homens e Mulheres vinculados às terras de Almada, (nas Artes, nas Letras e nas Ciências), Almada, Câmara Municipal de Almada, 1978, 316 págs.
(2) Idem 

Informação relacionada:
Interpretações de Ercília Costa
Leonor de Eça no Dicionário do Cinema Português de Jorge Leitão Ramos