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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Conde dos Arcos

D. José Manuel de Noronha e Brito de Meneses de Alarcão, 12.° Code dos Arcos de Valdevez, 11.° Conde de S. Miguel e 4.° Visconde de Trancoso, nasceu em Lisboa a 12 de março de 1899.

D. José Manuel de Noronha e Brito de Meneses de Alarcão, 12° Conde dos Arcos.
Imagem: Homens e Mulheres vinculados às terras de Almada

Foram seus pais D. Henrique José Brito de Meneses e Alarcão e D. Maria do Carmo Giraldes Borba de Noronha e Brito de Meneses.

Armas de Noronha chefe, livro do Armeiro-Mor.
Imagem: Wikipédia

Investigador etnográfico e publicista, que muito contribuiu com os seus trabalhos para um melhor conhecimento do concelho.

Descendendo de nobre familia proprietária da Quinta da Torre foi no século XVI que seu antepassado, D. Tomás de Noronha, aio do principe D. João, filho de D. João llI, instituiu em Caparica um morgado de capela, aprovado em 1570, tendo a Quinta da Torre como principal propriedade e sendo constituido pelos bens imoveis que possuia na freguesia.

Este seu antepassado fez parte do primeiro Conselho de Estado, acompanhou a missão ao Concílio de Trento (1545 — 1563) e foi, em visita de cortesia, como embaixador de D. Sebastião, ao rei Henrique III, de França.

Após quatro séculos, o último descendente desta família, D. José de Alarcão, é um simpático ancião que muito se interessa pela história do nosso concelho.

Para além de vária colaboração em jornais e revistas, o Conde dos Arcos é autor de dois livros de interesse para o estudo desta parcela da margem esquerda do Tejo: Caparica através dos séculos I e Caparica através dos séculos II (Roteiro), publicados pela Câmara Municipal de Almada, em 1972 e 1974, respectivamente.

Capa do livro Caparica através dos séculos, Conde dos Arcos, 1972.

Há ainda um volume, Caparica através dos séculos III (Ecos de Antanho) que aguarda publicação.


(1) Correia, Romeu, Homens e Mulheres vinculados às terras de Almada, (nas Artes, nas Letras e nas Ciências), Almada, Câmara Municipal de Almada, 1978, 316 págs.

sábado, 6 de setembro de 2014

Torre e Fonte Santa

No reinado de D. João III foi donatário de uma propriedade chamada "Torre d'el Rei" o fidalgo D. João da Silva de Meneses.

Admitimos que esta torre d'el Rei seja aquela que existiu no lugar dito da Torre ou sua proximidade imediata. 

Da fábrica que falece à cidade de Lisboa (i. e. construções que faltam à cidade de Lisboa), detalhe, Francisco de Holanda, 1571.
Na imagem a Torre d'el Rei (Torre, Torre de Caparica) sobre a arriba, acima da Torre Velha, frente à torre de Belém
Imagem: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de S. Paulo

Porque nada mais há no Concelho ou no seu antigo termo, com o nome de torre (no singular) remontando ao Século XVI, admitiremos que esta Torre d'el Rei é aquela que os topónimos Torre e Torrinha e a gravura do Século XVI indicam.

O sítio da Torre é aquele ocupado pelo Largo da Torre, no cruzamento da estrada Monte da Caparica — Trafaria com a estrada Fonte Santa — Casas Velhas e onde termina a antiga azinhaga Torre — Fonte Santa, hoje Rua Carvalho Araújo.

Torre de Caparica, casa onde residiu Bulhão Pato, construção de finais do século XIX.
Imagem: ed. desc.

0 nome do sitio provém da existencia de uma torre medieval que nos aparece em gravuras dos Séculos XVI e XVII.

Da fábrica que falece à cidade de Lisboa (i. e. construções que faltam à cidade de Lisboa), Francisco de Holanda, 1571.
Imagem: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de S. Paulo

A sua funçao era provavelmente a de atalaia. A torre abateu em consequência do terramoto de 1755.

Carta chorographica dos terrenos em volta de Lisboa (detalhe), 1814.
Imagem: Biblioteca Nacional de Portugal

Segundo o Conde dos Arcos a Quinta da Torre, aquela que se situava a sul do Largo, era totalmente limitada por caminhos públicos que a separavam das vizinhas Quintas, da Torrinha, Outeiro, Possolos e Formiga.

Carta dos Arredores de Lisboa — 68 (detalhe), Corpo do Estado Maior, 1902.
Imagem: IGeoE

[Torrinha] Quinta entre o lugar da Torre e Costas do Cão. Um dos seus proprietários, João António Gonçalves (1835-1906), foi vice-presidente da Câmara Municipal de Almada.Informação relacionada: ISSUU - Al-Madan Online 14 by Al-Madan

A Quinta do Outeiro, fica na encosta de Pera sobre o Vale de Marinhos, a poente do cemitério da freguesia de Caparica.


[Possolos] Quinta entre o Rafael e a Caneira, às Casas Velhas.
A Quinta de Possolos pertenceu a D. Álvaro Abranches da Câmara e aos descendentes, Condes de Valadares.
No século XIX era propriedade de Rafael Alves da Cunha que foi em Almada presidente da vereação.

A Quinta da Formiga situa-se entre o Monte de Caparica e as Casas Velhas, do lado norte da actual rua Alfredo da Cunha.
Tem entrada por um portão do século XVIII e uma casa ampla a que se ligavam adega e lagares antigos e curiosos.
Em 1833 a quinta pertencia a Miguel Martinho Manuel Ricaldes da Silva Azevedo que era Tenente da 1.a Companhia do Batalhão Nacional da Vila de Almada e seu termo.
Era pois um liberal, embora fosse afilhado de D. Miguel [...]

Do lado Norte do Largo da Torre o novo proprietário da Quinta que está entre a Rua Carvalho Araújo e a Rua dos Trabalhadores Rurais colocou na fachada uma inscrição chamando-lhe "Quinta da Torre”, nome que nunca teve.

O Conde dos Arcos, D. José de Alarcão, proprietário então da verdadeira e única Quinta da Torre, mandou apor nesta uns azulejos com a inscrição "Quinta da Torre, 1570".

D. José Manuel de Noronha e Brito de Meneses de Alarcão, 12° Conde dos Arcos.
Imagem: Homens e Mulheres vinculados às terras de Almada

[Fonte Santa] Pequeno aglomerado urbano a meio caminho entre o Largo da Torre e o Porto Brandão, cujo centro é o Largo Carlos da Maia na confluência da azinhaga que vem da Cruz da Granja.

O nome aparece com frequencia no plural "Fontes Santas", entre os Séculos XV e XVIII. o que denuncia a existência de mais que uma fonte e não apenas aquela que abastecia o fontenário público que parece ser construção do século XVIII e foi reconstruído pela Câmara Municipal em 1874.

Na encosta que margina a azinhaga para a Cruz da Granja captou-se água em fins do Século XIX para abastecer o lazareto obra do famoso engenheiro almadense Liberato Teles.

Todo o vale desde a Quinta da Torre ao Porto Brandão era abundante de água.

Junto ao Largo da Torre existe um antigo poço e frente à ermida de S. Tomás de Aquino descobriram-se duas cisternas quando se libertou a ermida, que se encontrava soterrada até ao nivel da verga da porta.

A ermida e obra atribuida ao Século XVI e tem portal e alguns elementos que se podem considerar manuelinos mas o facto de ser constituida por dois pequenos corpos semelhantes a morábitos e as cisternas parecerem ser construção árabe faz-nos suspeitar que sejam mais antigos os seus fundamentos.

Fonte Santa, Ermida de S Tomas de Aquino, 2003.
Imagem: Almada, Toponímia e História

A ermida pertenceu aos Condes dos Arcos que naturalmente lhe introduziram os elementos manuelinos.

Fonte Santa, Ermida de S Tomas de Aquino, década de 1970.
Imagem: Divagando sobre Caparica

Quando se pôs a descoberto a fachada e se escavou o adro fronteiro, das cisternas libertou-se água em grande abundância sendo necessário encaminha-la por uma vala para um esgoto de águas pluviais.

Deve salientar-se que entre o Largo Carlos da Maia e o Porto Brandão fica a Quinta da Azenha, assim chamada por nela certamente ter funcionado um engenho desse tipo.

A Ermida de São Tomás de Aquino foi classificada de interesse concelhio em 1996.O pedido de classificação datava de 1982, mas atravessara um confuso processo burocrático.(1)


(1) Pereira de Sousa, R. H., Almada, Toponímia e História, Almada, Biblioteca Municipal, Câmara Municipal de Almada, 2003, 259 págs.

Artigo relacionado: Ermida de S. Tomás de Aquino

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Ermida de S. Tomás de Aquino

Entre as mais ilustres famílias da Corte que em Caparica tinham casa contavam-se a dos Condes dos Arcos de Valdevez e as dos Condes de S. Miguel.

Os Noronhas eram os que mais predilecção tinham pelo sitio, segundo se pode concluir dos registos paroquiais. Alguns lá nasceram e foram baptizados. A Senhora Condessa D. Maria do Carmo mantém ainda essas tradição. trocando durante meses, as comodidades da sua casa de Lisboa pelas poucas que lhe oferece a de Caparica.

Armas de Noronha chefe, livro do Armeiro-Mor.
Imagem: Wikipédia

Assistiam na sua Quinta da Torre, bem diferente do que é hoje. Nas dependencias e na torre medieval que deu o nome à quinta e depois ao lugar e que residiam seus senhores e não nas actuais habitações.

A Estrada Nova que liga a Torre à Fonte Santa (ou Fontes Santas como também se lê em antigos escritos) não fora ainda aberta. 

Ermida de S. Tomás [Tomaz] de Aquino, Fonte(s) Santa(s), Caparica, 2014.
Imagem: Google Maps

As terras que vieram a ficar de um e outro lado dessa estrada constituíam um todo. 

Eram limitadas ao sul pelo largo, ao nascente pela Estrada Velha, ao poente pelo estreito caminho que as separa da quinta da Torre até à Torrinha e Costas de [do] Cão, e ao norte por terras de diversos, foreiras ao morgadio dos Noronhas.

Pela beleza da tapada de ulmeiros seculares, de jardins guarnecidos de buxo à antiga portuguesa, de hortas a que não faltava a nora tradicional, que ainda conhecemos e formava, para fora do actual Largo Bulhão Pato, uma meia-laranja, estas terras eram o melhor atractivo dos seus possuidores. 

Para tanques enormes. forrados de azulejos policromos, a água caia, em repuxo, de formosa coluna de mármore. Restos desta coluna, de capitéis e de outras pedras trabalhadas, que se conservam. documentam a importancia das antigas construções.

Quase oculta na tapada existia uma ermidinha da invocação de S. Tomás de Aquino de que restam apenas ruínas quase soterradas à beira da Estrada Nova.

Ermida de S. Tomás [Tomaz] de Aquino, Fonte(s) Santa(s), Caparica, 2012.
Imagem: AMO-TE CAPARICA no Facebook

Os Botelhos tinham a sua casa no Casal do Conde, entre o Monte e a Urraca, próximo da quinta e residência de Francisco Canelas, nosso velho amigo.

O titulo de Conde de S. Miguel evoca uma das mais heróicas figuras do declínio do nosso Império do Oriente — o grande Nuno Álvares Botelho, pois foi concedida, em memória dos altos serviços que prestou ao Pais, a seu filho Francisco Botelho.

Armas de Távora chefe, livro do Armeiro-Mor.
Imagem: Wikipédia

Nuno Álvares Botelho. partiu para a India em 1623. Capitão-general das armadas de alto bordo, bateu as armadas de Inglaterra e de Holanda, que desafiou por um cartel que ficou célebre. Foi governador da India e morreu em Malaca após ter imposto a paz ao sultão de Achem.

Era tal o prestígio deste herói que Filipe III, então rei de Portugal. ao dar os pêsames à viúva, lhe mandou dizer que, a não trazer luto pela rainha da Polónia, o havia de põr por Nuno Alvares Botelho.

O luxo na corte de D. João V.
Quadros da Historia de Portugal, Aguarela de  Alfredo Roque Gameiro.
Imagem: www.roquegameiro.org

No dia 18 do corrente se celebraram em Caparica os esposórios de D. Tomás de Noronha, quinto Conde dos Arcos,

com a Senhora D. Antónia Xavier de Lencastre, filha de Tomás Botelho de Távora, terceiro Conde de S. Miguel, e gentil-homem da Câmara que foi do Senhor Infante D. António.

No mesmo dia se celebram os de D. Marcos de Noronha, filho primogénito do mesmo Conde D. Tomaz e de sua primeira mulher a Senhora D. Madalena de Castro, com a Senhora D. Maria Xavier de Lencastre, filha do mesmo Conde de S. Miguel, cujo filho primogénito Álvaro José Botelho de Távora, se recebeu juntamente no mesmo dia com a Senhora D. Luísa de Noronha, filha do mesmo Conde dos Arcos D. Tomaz de Noronha.

in Gazeta de Lisboa, 29 de novembro de 1731
Era domingo e dia maravilhoso de Outono. Grande parte da faustosa corte de D. Ioão V, vestia de gala e atravessava o Tejo com destino ao Porto Brandão, onde os barcos vararam na pequena praia. Cavaleiros, acompanhando berlindas e liteiras, formaram luzido cortejo que subiu à Fonte Santa e dai à Torre.

Estrada Fonte Santa — Porto Brandão, década de 1960.
Imagem: Arquivo Municipal de Lisboa

O senhor da Quinta da Torre. que era então o 5.° Conde dos Arcos. D. Tomaz de Noronha e Brito, nascido e baptizado em Caparica, viúvo da Condessa D. Madalena Bruna de Castro, filha dos Condes de Assumar, ajustara passer as segundas núpcias com D. Antónia Xavier de Lencastre, filha dos 3.° Condes de S. Miguel, Tomás Iosê Botelho e D. Iuliana de Lencastre (Unhão).

Seu filho e herdeiro D. Marcos Iosé de Noronha e Brito, de dezanove anos, capitão de cavalos. que veio a ser o 6.° Conde dos Arcos e Vice-Rei do Brasil, estava noivo de D. Maria Xavier de Lencastre. de vinte e um anos, filha dos já referidos 3.° Condes de S. Miguel.

Ainda um terceiro casamento se aprazara para esse dia entre as duas ilustres casas: o de D. Luisa do Pilar Noronha. de treze anos de idade, respectivamente filha e irmã dos dois mencionados D. Tomás e D. Marcos. com Álvaro Iosé Xavier Botelho de Távora, de vinte e três anos, filho herdeiro dos 3.° Condes de S. Miguel.

O primeiro casamento a celebrar-se foi o de Álvaro Iosé Xavier Botelho de Távora, filho herdeiro dos 3.° Condes de S. Miguel. Com D. Luísa de Pilar de Noronha. filhas dos 5.° Condes dos Arcos.

O cortejo saiu da Casa da Torre em direcção à ermidinha de S. Tomás de Aquino (hoje quase soterrada e em ruínas) onde se encontrava o cura da freguesia. o ilustrado padre lose António da Veiga (natural de Caparica) que presidiu à cerimónia.

Os très pares de noivos e convidados. seguiram depois para a residência do Conde de S. Miguel, que era entre o Monte e a Urraca.

Nesta ermidinha. quase desconhecida. baptizaram-se e casaram grandes vultos da nobre fidalguia portuguesa. (1)

Ermida de S. Tomás [Tomaz] de Aquino, Fonte(s) Santa(s), Caparica, década de 1970.
Imagem: Divagando sobre Caparica


(1) Correia, António, Divagando sobre Caparica: pedaços da sua história, Almada, edição do autor, 1973.

Artigo relacionado: Torre e Fonte Santa

Informação relacionada: SIPA

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Palença de Baixo

A melhor notícia de que dispomos desta fortaleza [fortim da Banática] é devida ao conde dos Arcos [D. José Manuel de Noronha e Menezes de Alarcão] que atribui a construção ao mandado de D. João III [que reinou de 1521 a 1577] e a localiza não na actual Banática mas sim em Palença de Baixo...

Vista da parte ocidental de Lisboa, Alexandre Jean Noel, início da década de 1790
Imagem: FRESS

Duarte Joaquim Vieira Junior refere que "onde está a fábrica de tijolo — hoje é fábrica de guano — existiu em tempos um fortim que foi construído no reinado de D. João III, e do qual ainda hoje há vestígios, existindo os paióis de pólvora, que foram feitos sob a rocha, para o lado de leste, e que ainda no tempo de D. Miguel foi este artilhado e guarnecido até 1833 pelas tropas do usurpador".

A informação é confusa quanto ao local... (1)

Lissabon, vista tomada de Palença, 1830
Imagem: Mundo do Livro, (Mundo do Livro no Facebook)

O portinho de Palença de Baixo é um pequeno varadouro com a praia de areia, situado a poente da Arrábida.

Carta Topográfica Militar da Península de Setúbal (detalhe), José Maria das Neves Costa, 1813
Imagem: IGeoE

Junto da praia, sobre um terrapleno murado, fica a quinta de S. Lourenço...

É topónimo que designou além da quinta o varadouro...

A quinta foi propriedade dos condes da Cunha, cujo brasão se pode observar sobre o portal de entrada, em fins do século XVII e manteve-se na posse destes até ao século XIX.

Segundo informação de Rui Manuel Mesquita Mendes, Palença, em Almada, já é mencionada em documentos da primeira metade do século XV e a família Cunha já vive na sua Quinta no início do século XVI.

D. Catarina da Cunha fundou em 1522 um morgado com obrigação de missas numa Capela da Sé de Lisboa pagas por um "Casal em Almada, junto à sua Quinta de Palença".

Foi uma das mais vastas propriedades do concelho. (2)

Casa e capela da quinta de S. Lourenço
Imagem: SIPA

Exemplo notável de integração na paisagem (encosta S. do Rio Tejo), dominando visualmente a cidade e o estuário do rio; o envolvimento do lado S. está hoje totalmente adulterado pela perturbação visual do complexo industrial da Tagol. (3)

Instalaram-se em Almada nos finais do século XIX cinco fábricas, entre as quais se destaca a Fábrica de Cerâmica de Palença, localizada na praia do mesmo nome e em laboração desde 1884.

Utilizava um forno contínuo e quatro intermitentes alimentados a carvão mineral e explorava barreiros locais.

Cais da Fábrica de Palença, ed. desc.
Imagem: Portimagem

Para além da cerâmica comum, produzia também materiais de construção, como tijolo e telha marselha.

Ocupando mais de uma centena de operários, a fábrica manteve a sua actividade até aos anos setenta do século XX. (4)

Telha marselha da Fábrica de Palença


(1) Pereira de Sousa, R. H., Fortalezas de Almada e seu termo, Almada, Arquivo Histórico da Câmara Municipal, 1981, 192 págs.

(2) Pereira de Sousa, R. H., Almada, Toponímia e História, Almada, Biblioteca Municipal, Câmara Municipal de Almada, 2003, 259 págs. 

(3) SIPA

(4) Silva, Francisco Manuel Valadares e, Ruralidade em Almada e Seixal nos séculos XVIII e XIX, Imagem, Paisagem e Memória, Lisboa, Universidade Aberta, 2008, 271 págs.