COMBATE
![]() |
H.M.S. Asia no Tejo durante a guerra civil de 1834, William Joy (1803 - 1867) (?). Imagem: Bonhams |
No dia 22 de julho de 1833 estava Antão Diniz na sua sala, conversando com diversos officiaes das tropas do commando de Telles Jordão, a respeito da aproximação do duque da Terceira á margem esquerda do Tejo; dizendo uns que o duque pretendia dirigir-se sobre Aldeia Gallega, mas que n'este caso estava perdido, entalado como ficaria entre o Tejo e as forças do barão de Molelos [Francisco de Paula Vieira da Silva de Tovar e Nápoles (1774 – 1848)], que o haviam de bater; e dizendo outros que o duque pretendia entrar em Setubal e fazer-se ahi forte, mas que n'este caso tambem não teria remedio senão render-se, cercado como seria por mar e por terra.
Não sabiam ao certo onde o duque parava, nem mesmo a força que trazia, o que tambem era ignorado pelo governo de Lisboa; porém como prevenção tinha este mandado para Almada uma divisão composta de forças de caçadores 1, infanteria 14, artilheria, milícias do Algarve e Alemtejo, 200 cavallos de 7 e 3, voluntarios realistas de Cintra e outras terras, e mais algumas tropas, ao todo uns 5:000 homens, commandados por Telles Jordão.
Havia a esse tempo no logar da Amora, da Outra Banda, um homem muito liberal, de grande estatura e grandes forças, que fora soldado do regimento de milícias de Lisboa Occidental, e tão boa figura de soldado elle era, que formava sempre a testa de columna do regimento.
Este homem por alcunha — O Cavadas da Amora — ajudado pelos feitores e criados da sua lavoura, muito contribuia para a ignorancia em que os realistas estavam das forças do duque e das suas intenções, interceptando correspondencias, e prejudicando por todos os modos e quanto possivel o bom resultado das medidas que tomavam as auctoridades do governo de Lisboa.
E tambem n'isto o coadjuvava José Antonio do Nascimento Moraes [José Antonio do Nascimento Moraes Mantas], com a gente da fabrica das mantas de Arrentella, de que era administrador, e por isso lhe tinham posto a alcunha do Mantas, a qual mais tarde elle juntou ao nome como appellido.
Foi por estes e outros trabalhos que muito tarde o governo de Lisboa teve conhecimento de que o barão de Molelos não só não batera o duque, mas que este muito a seu salvo entrara em Setubal; e foi tambem por isto que Telles Jordão só veio a saber que o duque vinha atacal-o, quando este já avançava a marchas forçadas sobre Almada.
Por isso no dia seguinte, 23 de julho, á uma hora da tarde, dizia Telles Jordão a Antão Diniz, na casa onde este tinha o seu oratorio:
— O rebelde Manuel Severim [António José de Sousa Manuel de Meneses Severim de Noronha (1792 – 1860), Conde e Marquês de Vila Flor e Duque da Terceira] entrou em Setubal, demorou-se pouco tempo, e dirige-se para aqui a visitar-nos.
![]() |
Estátua
do Duque da Terceira. Desenho de Simões d'Almeida, gravura J. Pedrozo, 1877 Imagem: Biblioteca Nacional de Portugal |
— Coitado, vem buscar a morte-respondeu o commandante da cavallaria. Talvez este quarto tenha hoje de servir de camara funebre, se o sr. Antão Diniz der licença que se ponha o cadaver d'um tão notavel rebelde diante d'este oratorio, em quanto se não sepultar, porque em fim elle é christão.
— Em minha casa não — respondeu Diniz. Lá está a capella da Piedade, que e o logar proprio, e não fica longe.
— Que estão dizendo — bradou Telles Jordão. Pois esquecem-se de que esse homem é pedreiro-livre! Os pedreiros-livres não teem religião. Na praia, na praia é que o havemos de enterrar.
— Sim, aqui na praia do Caramujo, diz o velho commandante de 14, onde a sua alma póde passear á vontade, se alguma vez voltar dos infernos.
— Nada, nada, observa Telles Jordão, na praia de Cacilhas: fica lá melhor ao pé dos burros; mas desorelhado, porque eu quero levar as orelhas de presente aos meus amigalhaços da torre de S. Julião.
— Eu estou velho, disse Antão Diniz, e não presto para nada, cheio de gota como me vejo; mas tenho a cabeça desembaraçada para poder dar uma opinião, e se v. ex.a me permitisse que a desse...
— Diga lá, meu velho amigo, respondeu o general.
— Vamos a ouvir — disseram todos.
— Ahi vae, proseguiu Antão Diniz: se não prestar, faça v. ex.a de conta que é demencia de velho.
— Parecia-me melhor sair v. ex.a ao encontro do inimigo e esmagal-o com todos estes 8:000 homens de excellente tropa que tem á sua disposição. Que lhe parece?
Todos se calaram. O general, que era um homem valente e mais nada, gostou do conselho do velho, e sem meditar, perguntou logo para os seus officiaes:
— O que dizem a isto, senhores?
— Nada, nada! apressou-se a responder o commandante da cavallaria, desviando a custo os olhos do logar onde estava Mathilde conversando com o capellão da Piedade. Em parte nenhuma o recebemos tão bem como na Cova, onde eu posso trabalhar á vontade com os meus cavallos.
— Isso é assim — acudiu o general, prompto como era em adoptar qualquer opinião de momento, e incapaz de formar ou entender um plano de combate-o local e excellente para manobrar a cavallaria.
— E a infanteria e artilheria onde se hão de collocar? Note-se que somos 5:000 homens — observa o major de caçadores.
— Tem razão, disse Antão Diniz; além de que, relevem-me esta reflexão, eu dou pouco pela arma de cavallaria contra tropas costumadas ao fogo, depois da invenção dos quadrados.
— Se esperarmos aqui o inimigo, e se tivermos de retirar; digo isto por hypothese, porque todas se devem prevenir — advertiu o commandante dos voluntarios de Cintra, desabotoando a gola da farda que lhe rilhava as papadas do pescoço — não teremos terreno capaz para nos reorganisarmos, apertados como ficaremos entre a Piedade e o Tejo.
— Quem falla aqui em retirada — clama Telles Jordão enfurecido. Aqui ninguem retira, nem mesmo os malhados, porque não ha de escapar um só.
— Todos applaudiram, e até o capellão chegou a gritar "Viva o sr. D. Miguel I e morram os malhados" e toda a casa de Antão Diniz retinia com as aclamações.
— Mas senhor, acudiu o commandante do 14, não se tracta de enthusiasmo, nem de protestos de dedicação; todos temos muita: tractasse de um plano de combate: é sobre isso que o sr. general está ouvindo a nossa opinião a proposito de um conselho do sr. Antão Diniz.
Mas ninguem attendia, e todos faziam sasurro, conversando em grupos.
Vendo isto Antão Diniz, levantou-se, e apoiado na sua bengala, foi-se para junto de Telles Jordão dizendo-lhe:
— General! V. ex.a sabe quanto eu sou affecto á causa de El-Rei, e que tenho a experiencia de algumas campanhas: por isso insisto na minha opinião; mas se não fôr a melhor, não se esqueça v. ex.a de collocar fortes columnas no caminho do Alfeite ao Caramujo, e no que vem da Sobreda á Piedade, para não ser tomado pelos flancos.
N'isto ouviram-se ao longe tiros de fusilaria...
— Já!... disse Telles Jordão em voz baixa e admirado. Vamos, srs. officiaes, aos seus postos! De cá um abraço, meu velho Diniz! Adeus sr.a D. Francisca! Fiquem certos de que hei de tirar hoje as orelhas ao tal Manuel Severim, e preparem-me espirito de vinho para as conservar.
Era já tarde, se se quizesse adoptar o principal conselho de Antão Diniz.
O duque viera sempre a marchas forçadas, e quando Telles Jordão menos o pensava, estava elle proximo da Cova da Piedade.
![]() |
Vista Geral — Cova da Piedade ed. desc., década de 1900 Imagem: Delcampe |
Restava reforçar bem os flancos, e esperar o inimigo na Cova com o grosso das tropas. Este plano bem sustentado tornava critica a posição do duque, que não tinha para oppor aos 5:000 homens de tropas folgadas de Telles Jordão mais do que l:500, compostos dos pequenos corpos de infanteria 3 e 6, caçadores 2 e 3, poucas dezenas de academicos com duas pequenas peças ás costas de machos, e 17 lanceiros inglezes, tão bem montados como costumam apparecer os mouros na Praça do Salitre; e toda esta tropa quasi descalça, queimada pelo intenso sol de julho, e ralada de fadiga pelas não interrompidas marchas forçadas.
Mas o pequeno numero e o estado d'estas tropas ignorava-o Telles Jordão; pensava que sobre elle vinha todo o poder do mundo, e uma nuvem de lanceiros, arma desconhecida d'elle e dos seus.
Quem muito concorrera para esta falsa idea fora o Cavadas da Amora, interceptando correspondencias, e fazendo espalhar mentiras pelas populações da Outra-Banda.
Montava' Telles Jordão a cavallo, quando os insignificantes piquetes realistas das estradas lateraes recolhiam á Piedade diante das pequenas columnas que o duque por ali mandara, e uma força consideravel de todas as armas batia em retirada pela estrada de Corroios; de sorte que n'um momento se viu Telles Jordão encurralado na Cova, e atacado furiosamente pelos flancos e pela frente.
— Avança a cavallaria! gritou elle. E immediatamente abalaram os 200 cavallos.
![]() |
Oficial do Regimento de Cavalaria n° 6, 1833. Aguarela de Ribeiro Arthur. Imagem: Colecção de Postais de Ribeiro Arthur |
Ergueu-se logo aos ares uma nuvem de poeira, no meio da qual a cavallaria investiu com os 17 lanceiros, que começavam a golpear por aquella agglomeraçäo de tropas; mas sendo estes em numero tão diminuto, resistiram um momento e retiraram, ficando alguns feridos, mas sem perderem um só homem.
Charge of the Polish uhlans at the city of Poznań, Uprising 1831 Imagem: Wikipédia |
Viu-se então apparecerem como dois reductos de fogo, os quadrados de caçadores 2 e 3, contra os quaes foi embater o ímpeto da cavallaria miguelista.
Aqui foi grande o horror da peleja, e os quadrados soffreram alguma perda; mas repelliram por fim a furiosa carga, apezar dos grandes brados de Telles Jordão, que não podendo desenvolver toda a sua força em tão estreito local, e estando na idea, bem como os seus officiaes, de que o inimigo que tinham diante era apenas as avançadas de um poderoso exercito, perdera a serenidade de espirito indispensavel a um general nas occasiões de perigo.
Continuando o vivo fogo dos liberaes a dizimar cruelmente aquelle acervo de inimigos, isto e a absoluta carencia de ordens apropriadas e rapidas trouxe a confusão, e relaxou-se até mesmo a disciplina.
Cada official começou a dar a sua ordem, e as tropas a dividir-se pelas quintas, casas, e valas do Caramujo, d'onde faziam fogo.
Comtudo, mesmo assim os realistas sustentavam o combate, e ainda depois de alguns tiros de artilheria e descargas de fusilaria mandou Telles Jordão dar uma segunda carga de cavallaria; foi porem esta mais infeliz do que a primeira, porque grande parte dos cavalleiros foram aprisionados ou se entregaram, assim como quasi toda a artilheria.
Immediatamente se introduziu o panico na divisão, e principiou a desorganizar-se. Uns renderam-se, outros fugiram para o interior da Outra-Banda, e para o castello d'Almada, que se entregou no dia seguinte ás 7 horas da manhã, e o resto começou a retirar sobre Mutella.
Ora, proximo desta povoação, justamente d'onde parte a estrada para Almada, havia uma cortadura com artilheria.
Ahi fez Telles Jordão alguma resistencia; mas sendo vencido, tomou pela estrada fóra com o grosso da columna em direcção a Cacilhas, sempre perseguido pelas tropas do duque, que o não deixavam resfolegar um só instante.
![]() |
Batalha de Ponte Ferreira (detalhe), A. E. Hoffman, 1835 Imagem: Wikipédia |
Quando isto acontecia viu-se cortarem o ar alguns 4 foguetes, cujo estrepito se confundia como tiroteio, mas que não escaparam ao gordo capitão, commandante dos voluntarios de Cintra, que retirava no meio de uns 30 dos seus; o resto tinha ficado estirado no campo.
Ao ouvil-os, o capitão olhou para um atentado sargento que o acompanhava, o qual lhe fez um ligeiro aceno de cabeça. O capitão correspondeu-lhe com outro e disse comsigo: "É meu irmão. Ah excellente irmão!"
— Ávante, bradou elle, sacudindo a cabeça, como se quizesse afastar as balas que lhe zumbiam aos ouvidos.
A retirada quasi se tornou em debandada. Telles Jordão lá ia com os restos da sua divisão, com o inimigo na rectaguarda sem lhe dar descanço, e perdendo immensa gente, até que chegando junto do poço de Cacilhas tentou fazer alto e resistir desesperadamente, para proteger o embarque que tinha começado; mas não conseguiu senão demorar o inimigo um momento.
Então outros foguetes romperam os ares, e bem os percebeu o capitão de Cintra.
Telles Jordão olhou em roda de si desorientado, e de todos os seus officiaes só viu o gordo cintrão com a gola da farda de todo aberta, e cheia do sangue que lhe corria de uma leve ferida na face.
— General! disse-lhe o capitão baixando a voz e rodeando-o com o seu magote de realistas. Temos feito o nosso dever, mas tudo está perdido. Meu pae foi seu camarada e amigo, quero salval-o. A meio da rua de Cacilhas ha uma casa deshabitada. Meu irmão está ali e espera-me. Já duas vezes me fez signal com foguetes. Venha comigo e está salvo.
— Sr. capitão! respondeu o general. O meu dever era matal-o por me propôr que fuja; mas seria uma grande ingratidão, porque as suas intenções são de um leal amigo, que se portou hoje como bravo. Salve-se, que eu fico.
— General, venha comigo! Á noite estaremos em Lisboa. Pelo triumpho da boa causa lhe peço que me acompanhe!
— Não.
— Por Deus e pela boa sorte da sua familia!... Ao menos renda-se.
— Desgraçado! E pensa que me poupavam a vida?!...
Neste momento a multidão levou-os para junto da casa.
— Uma ultima vez lhe peço, general — disse o capitão com as lagrimas nos olhos — siga-me.
Mas aquelle homem de ferro cravou os olhos no capitão e disse:
— Não, mil vezes não. Ou hei de ser o ultimo a embarcar com a minha tropa, ou hei de morrer.
O capitão calou-se, deixou pender a espada do fiel e gritou — Alto!
Os cintrões pararam, e enfileiram-se ao longo da parede, ficando atras d'elles o seu capitão.
Então abriu-se uma porta e tomou-se logo a fechar, tendo por ella desapparecido o gordo official.
— Armas no chão! disse o sargento para os seus voluntarios.
Dentro da casa, o piloto do Conceição Flôr de Maria abraçava seu irmão — Estás ferido! gritou elle assustado, vendo á luz de uma lanterna o sangue que lhe manchava todo o pescoço e gola da farda.
— É uma ferida leve na face.
— Toca para o esconderijo! diz Espanta-maridos, porque era elle quem tinha deitado as foguetes, correndo, não sem perigo de vida, pelas quintas proximas á estrada.
A casa toda fechada só era alumiada pela lanterna de Espanta-maridos. No interior havia um quarto que tinha por cima um sotão para onde se subia por escada de mão. Subiram todos tres, recolheram a escada, e deixaram cair o alçapão, ficando o tecto tão regular que não era possivel perceber que por cima havia aquelle esconderijo.
— Estamos seguros — disse Espanta-maridos. Nem o diabo aqui dava comnosco.
— E depois? perguntou o capitão limpando a ferida.
— Depois, respondeu-lhe o irmão, Espanta-maridos descerá em estando tudo acabado, irá pela estrada ao Caramujo, achará o escaler na praia, remará para uma pequena enseada proxima ao Pontal e levar-nos-ha para bordo do Flôr de Maria.
— Eia, o que lá vae fóra! Exclamou o capitão aproximando-se de uma fresta, que só podia ser vista do telhado, mas d'onde se podia ouvir distinctamente o rumor do combate.
Os cintrões tinham-se entregado. Telles Jordão continuou a marchar no meio dos fugitivos até ao cáes.
Ali, coadjuvado pelos soldados de que o forte de Cacilhas estava cheio, e que faziam fogo dos parapeitos, quiz metter em ordem os que o seguiam; mas o inimigo estava junto d'elle, de tal sorte que, alucinado, dirigiu-se a dois officiaes de caçadores contrarios, cuidando que eram dos seus, e gritando-lhes:
— Que vergonha esta, srs. officiaes! Ajudem-me a formar estes miseraveis carneiros!
Começava a escurecer, e os officiaes, que o não conheceram, e que estranharam a ordem, perguntaram-lhe quem era.
Infelizmente para elle, respondeu: "Sou Telles Jordão. Pois já não conhecem o seu general!..."
Então um dos officiaes disparou-lhe uma pistola á queima-roupa, o outro acutilou-o, e uni cabo trespassou-o com a baioneta.
O general, ferido mortalmente, inclinou-se para trás, e caiu desamparado sobre a lage.
Estava tudo acabado. O forte da praia entregou-se logo, bem como a pouca tropa que ainda resistia sobre o cáes, e alguns tiros de artilheria, dados com as proprias peças do inimigo, fizeram render os ultimos barcos cheios das suas tropas que fugiam fazendo fogo.
![]() |
Cartas das vitórias liberais, litografia Manuel Luiz, 1835. 23 de julho de 1833 — Derrota dos Miguelistas em Cacilhas Imagem: Biblioteca Nacional de Portugal |
Já noite fechada, o corpo de Telles Jordão, todo crivado de feridas e com a cabeça horrivelmente mutilada, foi arrastado para fóra do cáes de Cacilhas, e ahi enterrado na areia. E no outro dia o Tejo mandava á praia os cadaveres de muitos soldados, que haviam caido no rio ao embarcarem, e tinham morrido afogados.
Quando Espanta-maridos chegou ao Caramujo, foi testemunha de uma dolorosa scena, que lhe causou vivissima dor, e que o demorou alguns momentos mais do que elle pensava.
A familia de Antão Diniz, acompanhada de Chrysostomo, Jeronymo, e Pedro Marques de Faria, tinha estado com o oratorio aberto, rezando porque Deus valesse a tão grande calamidade, quando para o fim do combate, uma bala perdida, partindo um vidro da janella, entrou no quarto, e foi atravessar o peito ao Faria, que encostado a uma cadeira espreitava para a rua.
Tocando-lhe a bala o coração, a morte foi instantanea; e effectivamente a casa do oratorio de Antão Diniz encontrou-a Espanta-maridos convertida em camara funebre, não para o duque da Terceira, como um official miguelista tão desastradamente dissera, mas para um pobre velho completamente inoffensivo, e que nada tinha com as coisas da guerra.
Silva, Avelino Amaro da, O Caramujo, romance histórico original, Lisboa, Typographia Universal, 1863, 167 págs.
Sem comentários:
Enviar um comentário